Gasolina S-50

Veja tudo sobre a Gasolina S-50

15/01/2014 às 11:46

A partir do primeiro dia de 2014 entra em vigor a Resolução nº 38 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 9/12/09, a qual estabelece que toda a gasolina vendida no Brasil deverá ter, no máximo, 50 partes por milhão (ppm) de enxofre (S-50), e conter uma quantidade de detergentes e dispersantes suficiente para retardar a formação de depósitos nas válvulas de admissão dos motores.

A Small, sempre atualizada com o mercado, está preparada para realizar a troca de inventário e fazer a substituir de estoque, sempre fornecendo gasolina de qualidade proveniente das refinarias da Petrobrás.

Perguntas frequentes sobre a Gasolina s-50.

Quais são os principais desafios técnicos ou de mercado para implantação Gasolina S-50?

O principal desafio é a implantação da aditivação de toda Gasolina S-50 a partir de julho de 2015, por conta das condições de logística existente num país de dimensões continentais. Alem disso há necessidade de se avaliar todos os aspectos técnicos relativos à aditivação em tempo hábil para julho de 2015.

A forma da implantação e a definição das responsabilidades operacionais de cada player de mercado no processo da aditivação compulsória estão em discussão no órgão regulador (ANP). Como regra geral, aditivação será de responsabilidade do produtor em seus polos, cabendo às distribuidoras a responsabilidade pela aditivação nos polos com recebimento por cabotagem.

Os postos de combustíveis terão de passar por alguma adaptação? Limpeza ou substituição dos tanques e instalações?

A limpeza dos tanques dos postos antes do primeiro recebimento é uma prática recomendada uma vez que a partir de 2014 toda gasolina terá teor máximo de enxofre de 50 mg/kg (ou ppm).

A Gasolina S-50 terá validade?

Não é possível determinar prazo de validade para produto vendido a granel. No caso da gasolina é desaconselhável que se estoque o produto mais de três meses sem giro. Entretanto, o produto deve ser submetido a uma análise técnica para recertificação antes de qualquer providência.

Como diferenciar a Gasolina S-50 das atuais gasolinas?

A Gasolina S-50 será distribuída em todo território nacional e substituirá totalmente a gasolina hoje comercializada. As gasolinas aditivadas terão como base esta gasolina. A Gasolina Premium também passará a ser S-50 também.

Além da aparência límpida e incolor, a nova Gasolina S-50 pode apresentar odor diferente da gasolina anteriormente disponível em função dos avançados processos de refino utilizados na sua obtenção.

Quais são as características da nova Gasolina S-50 Petrobras?

  • Produto com no máximo 50 mg/kg ou partes por milhão de enxofre (ppm);
  • Octanagem: mínimo de 87 (IAD), 82 (MON) e mínimo de 91 (IAD) para Gasolina S-50 Premium;
  • Teor de aromáticos de 35% e de olefínicos de 25% (Max. volume).

Como fica a gasolina Premium?

A gasolina Premium, com IAD 91, também passará a ser comercializada com o teor de enxofre de até 50 mg/kg (ou ppm) e adição compulsória de aditivo detergente/dispersante a partir de 1° de julho de 2015.

O que é octanagem?

Octanagem é uma medida de qualidade da combustão da gasolina. Quanto maior, melhor.

O desempenho da gasolina é definido principalmente pela octanagem, medida pelo índice antidetonante (IAD). Esta propriedade é obtida durante o processo de produção. Atualmente no Brasil a gasolina comum e a gasolina aditivada tem IAD 87. A gasolina premium, IAD 91.

A Gasolina S-50 continuaria com uma porcentagem de etanol anidro?

O teor de etanol na gasolina é determinado pela regulação existente, que continuará valendo.

Quais são os benefícios da nova Gasolina S-50 Petrobras?

  • Possibilita a introdução de novos veículos com modernas tecnologias para o tratamento de emissões;
  • Reduz as emissões de gases no escapamento dos motores atuais de última geração;
  • Baixíssima formação de depósitos em válvulas, bicos injetores e na câmara de combustão: menor desgaste do motor e vida útil mais longa do motor e do lubrificante.

Qual a contribuição da Gasolina S-50 para o controle das emissões veiculares?

Os modernos veículos, a exemplo dos atualmente existentes nos mercados dos EUA e Europa, possuem uma avançada tecnologia e estão equipados com sistemas de pós-tratamento dos gases de escape que proporcionam níveis mínimos de emissão de poluentes.

Entretanto tais sistemas funcionam com sua eficiência máxima somente quando o teor de enxofre da gasolina for de até 50 mg/kg (ou ppm).

Portanto, a gasolina com baixo teor de enxofre, a ser disponibilizada pela Petrobras a partir de 2014, permitirá que sejam iniciadas as ações pelos órgãos ambientais para uma adoção futura no Brasil de limites de emissões veiculares similares aos atuais da Europa e dos EUA, o que resultará em uma melhoria da qualidade do ar nas cidades brasileiras.

Cabe esclarecer que a aditivação da gasolina não reduz as emissões veiculares. O que reduz as emissões é a tecnologia veicular. A aditivação da gasolina mantém o nível de depósitos formados no motor em um nível baixo, contribuindo com a manutenção, por um longo período de tempo, dos níveis de emissões que o veículo apresenta quando novo.

Qual posição e envolvimento da Petrobras nestas discussões sobre a aditivação compulsória da Gasolina S-50?

A Petrobras colaborou com o órgão regulador (ANP) e com a entidade normatizadora, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no desenvolvimento da metodologia para a avaliação de eficiência dos aditivos.

Quem forneceria o aditivo? Qual a proporção dele na Gasolina S-50?

A adição compulsória de aditivo tem por objetivo atingir um nível de formação de depósitos em válvulas de admissão máximo de 100 mg. Os aditivos serão desenvolvidos e fornecidos pelos diversos fabricantes instalados no País, que deverão certificar os seus produtos por meio do teste definido em norma da ABNT, e informarão à ANP os resultados e a dosagem adequada na Gasolina S-50.

Toda gasolina deverá ser aditivada com aditivo detergente/dispersante e estes aditivos proporcionam os principais benefícios de uma gasolina aditivada. Assim, todas as gasolinas terão desempenho equivalente no controle da formação de depósitos no motor.

A adição de outros aditivos para complementar o pacote será uma decisão de cada distribuidora.

Qual a composição básica desse aditivo?

A composição exata não é revelada pelos fabricantes de aditivos. De um modo geral, pode-se dizer que o aditivo consta de:

  • substância ativa (um polímero).
  • um fluidizante (óleo mineral).
  • solventes para facilitar a dissolução na gasolina.

Normalmente o que as gasolinas aditivadas possuem é um pacote que pode ter outros componentes tais como anti-corrosivo, demulsificante, redutor de atrito etc.

Como age o aditivo?

Existem dois tipos de efeito:

  • manter limpo (keep-clean);
  • limpar (clean-up).

O efeito depende da concentração do elemento ativo e as gasolinas aditivadas usualmente adotam a dosagem “keep-clean”, evitando a formação de depósitos nas partes do motor. O efeito “clean-up” é obtido com os produtos vendidos em pequenos frascos nos postos de serviço, que visam dissolver depósitos formados.

Entretanto é preciso ressaltar que seus benefícios são de longo prazo para conservação dos motores.

Aditivos reduzem o consumo de combustível do veículo?

Eventuais reduções no consumo são desprezíveis ou nulos. O consumo de combustível é mais influenciado pelo modo de dirigir, pela conservação das vias e pelo trânsito do que pelas características destes.

Como ficarão os carros que nunca abasteceram com aditivada? Motores que nunca usaram gasolina aditivada podem ter problemas de entupimento dos bicos injetores? É verdade que os ingredientes da aditivada soltam borra e impurezas da câmara de combustão?

A gasolina aditivada deverá ter uma dosagem “keep-clean” e não “clean-up”. O efeito de limpeza em veículos que nunca usaram gasolina aditivada deverá ser muito lento. Logo não se espera que os motores tenham problemas. Os benefícios da aditivação na gasolina são de longo prazo para conservação dos motores.

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